Os avanços tecnológicos das últimas décadas na área da inteligência artificial possibilitaram uma rápida e eficiente resposta em inúmeras áreas profissionais, significando uma maior desburocratização e facilidade nas relações entre as empresas e os consumidores. Perante esta rápida automatização, nasceu a questão: será possível utilizar estas novas tecnologias para substituir o juiz e automatizar a atividade judicial? Tal possibilidade implica um repensar das problemáticas jus-filosóficas do raciocínio judicial, da linguagem, da metodologia do Direito e as práticas judiciais, assim como uma comparação com os sistemas de inteligência artificial atuais. Esta dissertação pretende então investigar sobre os aspetos abstratos e práticos do raciocínio judicial civil e penal e compreender como replicar esse raciocínio com os mecanismos atuais de inteligência artificial, de modo a tornar a decisão judicial mais célere e acessível a todos.